Hoje, com 41 anos, sinto-me vazia e sem esperanças de uma vida melhor. O actual governo pediu medidas extras para baixar o défice, caso não se consiga estamos com a Europa à perna. De tanto dinheiro que se gastou ao fim destes anos todos, vamos nós Povo, pagar a factura mais uma vez, com o aumento do iva, no irs… Mas tudo isto serve para reeducar o povo a começar a dar valor ao dinheiro que tem e não comprar por impulso. Primeiro deram-nos tudo incluindo altos juros e agora que não conseguimos nos levantar tiram-nos tudo de uma assentada só. À conta disto vai haver mais desemprego, divórcios, ladroagem... E os bancos??!!! cada vez menos se podem confiar neles. Mais vale guardar o dinheiro debaixo do colchão, voltámos a tirar as máquinas de costura das caixas e aproveitar de um vestido fazer uma saia e de uns lençóis velhos fazer uns panos para a limpeza e fronha para as almofadas. De um par de sapatos durar um ano só precisando de mudar meias solas. Do casaco do pai dar para fazer um casaco para o filho. Isto de comprar e deitar fora, passou de moda agora o que está a dar é voltar aos tempos das nossas avós e puxar pela nossa imaginação porque a bem dizer já na altura do absolutismo se tivéssemos investido desde aí em máquinas e formação da classe operária e não tivéssemos de peito tão inchado como perus a comprar tudo de Inglaterra….
Agora sim podíamos ter sido uma grande potência, mas não, temos a mania que o ouro do Brasil iria durar para sempre, tal como o dinheiro do Fundo Europeu. Primeiro é para a prima, avó, para a tia, periquito e jardineiro depois se sobrar faz-se o que estava previsto fazer, ou seja investir em formação profissional e construir novas estradas, tecnologias, etc ….
O Povo Português é mesmo assim para os de fora parece estar tudo bem, mas por dentro estamos na completa miséria e só levantamos os braços quando somos picados por alguém ou entidades superiores a nós, sim porque nós Portugueses somos muito orgulhosos e quando queremos conseguimos fazer (e aí vem o blá blá dos descobrimentos dos homens destemidos que se deitaram pelo mar a dentro e foram à descoberta do novo mundo) enfim balelas.
Vamos ver como o dia corre, mais não seja, apanho uma bebedeira e tento esquecer as minhas amarguras que são tantas que qualquer dia tenho que começar a enumerá-las e dar-lhe a devida atenção.
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